No novo filme de Quentin Tarantino, um grupo de soldados judeus extermina da forma mais violenta possível os nazistas para incutir o pânico nas fileiras inimigas. Essa é a sinópse que você irá ler em 90% das revistas por ai.
Mas o filme é muito mais que isso… Na verdade, a história dos bastardos é apenas uma trama paralela que diverte mas não chega aos pés da hisória de vingança da jovem Shosanna, uma judia que vê sua família ser exterminada pelo Coronel Hans Landa.
É essa história que Tarantino quer contar. E o faz de forma brilhante, numa coletânea de atos praticamente separados e bem definidos onde cada um é uma pequena obra-prima.
Tudo que acostumamos a ver em um filme de Tarantino está lá. Violência, claro, diálogos inteligentíssimos , referências ao cinema etc. Só que menos que em filmes anteriores mas, estranhamente, isso só faz o filme ser melhor.
Repare no primeiro ato, onde vemos um dos maiores embates psicológicos do cinema (sério, a cena sozinha daria o oscar ao Christoph Waltz que interpreta Hans Landa). Durante o decorrer dessa cena, se você prestar bastante atenção ao seu redor, verá que ninguém no cinema emite um único som. A cena é tão tensa e vai se adensando rumo a um final maravilhoso, que dá pra ouvir as batidas do seu coração na sala.
O restante do filme não fica pra trás. E Tarantino prova seu amadurecimento que dava as caras na segunda parte de Kill Bill, com uma direção de atores serena, deixando-os mostrarem todo o seu talento. A tensão às vezes é tamanha que numa cena adiante, quando um copo de leite é citado durante uma refeição, seu coração pula de apreensão.
Mas claro que Bastardos Inglórios é também engraçado. Outra vitória de Tarantino que consegue mesclar humor e tensão de forma coerente sem que o filme se perca. E o humor do filme fica por conta da interpretação de Brat Pritt que claramente está se divertindo com seu Tenente Aldo Raine e seu selvagem grupo de soldados. Perfeito. Um talento cômico.
Por falar em talento, você irá assistir a uma interpretação que nunca mais esquecerá. Christoph Waltz simplesmente suga pra si toda a atenção quando está em cena. Da primeira à última cena o filme pertence a ele.
Imperdível.





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