Os quatro fantásticos

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Um texto antigo sobre quatro grandes escritores, mas que só descobri agora. Perfeito em sua análise, Raphael Draccon discorre sobre Stephen King, André Vianco, Richard Matheson e Neil Gaiman.

http://www.sedentario.org/colunas/cavernas-e-dragoes/os-quatro-fantasticos-stephen-king-x-andre-vianco-x-richardo-matheson-x-neil-gaiman-19241

Skoob – O que você anda lendo?

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Essa é boa: uma rede social centrada em livros!

A Skoob é uma rede social onde você se cadastra e pode compartilhar informações sobre livros, indicar os que leu ou está lendo e saber o que está sendo lido pelos participantes. Os usuários da rede podem também dar notas ao livros por um sistema de estrelas. 

E claro tem-se a opção de comprar as obras, com links para os sites que os vendem. 

Vale a pena uma olhada.

Coisas Frágeis

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Acabei de ler Coisas Frágeis, de Neil Gaiman. Uma coletânea de contos curtos.

Neil Gaiman é provavelmente o melhor escritor de sua época. Seus contos celebram a arte de contar histórias. Frequentemente sendo histórias dentro de histórias dentro de histórias…

Nesse Coisas Frágeis, Gaiman escolheu contos diversos, sobre temas bem distantes entre si, o que nos permite apreciar todo o seu talento. Se você nunca leu Gaiman, essa coletânea é um ótimo inicio.

No primeiro conto “Um Estudo em Esmeralda”, somos apresentados a um amálgama entre os mundos de Sir Arthur Conan Doyle e H. P. Lovecraft. Estranho? Muito… Mas bem desenvolvido. Ela ganhou o Prêmio Hugo em agosto de 2004 como Melhor Conto.

O segundo, “A Vez de Outubro”, é um típico conto de Gaiman: fantasia. O que ela sabe fazer melhor. Uma reunião entre os entes que representam os meses do ano para contar histórias. O engraçado é que na introdução do livro ele fala que Harlan Ellison pediu que colaborasse com ele num conto e quando Gaiman mostrou este, Ellison disse: “Não. Parece uma história de Neil Gaiman”. Em 2003, essa história recebeu o Prêmio Locus de Melhor Conto.

“Lembranças e Tesouros” foi concebida originalmente para ser uma história em quadrinhos. Ela nos apresenta dois personagens horripilantes e maravilhosos: o senhor Smith e o senhor Alice. Torço pra que Neil Gaiman escreva ainda muitas histórias sobre esses dois.

A famosa ilustração de Frank Frazetta da mulher entre dois tigres (A Caçadora) deu origem ao conto “Os Fatos no Caso da Partida da Senhorita Finch”.  Um conto muito bem humorado.

O conto “O Problema de Susan” aborda um personagem de As Crônicas de Nárnia e mostra como Neil Gaiman sabe fundir a literatura  e os mitos e reinventar uma história antiga. É só ver o que ele fez com o Sandman e o reflexo no personagem original. Esse conto virou um dos meus preferidos instantaneamente.

E chegamos a “Golias”. Você viu Matrix? Claro que sim. Quando terminaram de filmar o primeiro, os irmãos Wachowski pediram a diversos escritores para criarem contos curtos sobre o universo do filme. Esse conto está no site. Li ele a alguns anos e ainda não encontrei um conto que representasse melhor o mundo de Matrix. Neil Gaiman escreveu uma história de amor e fatalidade. O final é maravilhoso.

“Como Conversar com Garotas em Festas” é outro conto de fantasia. Me senti na pele do garoto.

“O Pássaro-do-sol” é o melhor conto do livro. Engraçado, mórbido e com outro personagem maravilhoso: Zebediah T. Crawcrustle. Um encontro de pessoas que gostam de comer e durante os anos vão provando de todos os sabores. Gaiman o escreveu para sua filha.

A última história é “O Monarca do Vale”. Se passa na Escócia e trás outro personagem marcante. Shadow, de Deuses Americanos. Nese conto, também voltamos a ver o senhor Smith e o senhor Alice. A lenda de Beowulf é revisitada e descobrimos que uma viagem turistica pode ser muito perigosa. Esse conto é tão bom quanto o anterior. Na verdade, não sei qual é o melhor.

Se você não conhece a obra de Neil Gaiman, comece por esse livro. Garanto que você não vai se arrepender.

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Bruno Azevedo – Maranhensidade

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Bruno é talento puro. E raro você conhecer um cara tão bom na palavra escrita como ele.  Um texto sempre inteligente, bom de ler e sempre ácido queimando a cabeça com seus pensamentos digamos…não, não digamos. Passa no blog dele e confira: http://bazevedo.blogspot.com.

Só queria que ele publicasse mais coisas. Tenho um livro dele em casa e só. Acho que um escritor nato assim não deveria ser desperdiçado. Num país sério o cara seria um medalhão da literatura. É uma bosta mesmo viver no terceiro mundo…

Eu não gosto desse negócio de dinheiro público financiando cultura (na maioria das vezes dá em mamata para diretores chinfrins fazerem suas merdas para o cinema) e, portanto, não vou dizer pra ele ir atrás de “projetos culturais”.  Dá teu jeito Bruno.

O título do post é uma provocação ao cara. Ele fala no blog em maranhensidade como algo negativo. Olha ai Bruno, o Maranhão não tá perdido não. Se daqui ainda sai gente como você (calma…) então ainda a esperança.

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