Assista ao trailer do novo longa de animação da Marvel, Planet Hulk. O filme é baseado no arco de histórias de 2006 em que o gigante verde é mandado pra outro planeta por ser considerado perigoso demais pra ficar na Terra.
Que coisa mais triste …
Achei no blog Diário de Bordo do Pablo Villaça, editor do excelente Cinema em Cena.
Com esses já são três filmes sobre o Justiceiro. Dos três, este com certeza é o melhor. O que não quer dizer muita coisa já que o primeiro era uma porcaria e o segundo apenas mediano.Mas este Justiceiro, com um ator menos conhecido, Ray Stevenson (do excelente seriado Roma da HBO), é um filme que faz jus ao personagem da Marvel.
O filme apresenta um Justiceiro mas próximo daquele de Garth Ennis, que foi pra mim a melhor fase do personagem nos quadrinhos. Inclusive a violência do filme é parecida com os quadrinhos, com muita cabeça sendo explodida e sangue pra todo lado. Além da violência, o personagem é mais psicótico dos que os anteriores, o que também é mais como nos quadrinhos.
Gostei também do vilão Retalho. Aqui eles optaram por um tom mais caricatural, quase cômico, mas ficou muito legal. Gostei do personagem e principalmente do irmão dele. Assitam e vão entender.
Bom filme de ação que resgata a honra do personagem no cinema. Tomara que tenha uma sequência.
Ah, e se você ainda não assistiu Roma, o que tá esperando? Não sabe o que tá perdendo. Corra e assista logo cara, é muito bom.
Watchem é um ótimo filme. O mais legal pra quem gosta de quadrinhos é ver os personagens da melhor HQ de todos os tempos em carne e osso, claro, mas até quem não curte vai se divertir no cinema com a adaptação do brilhante roteiro de Alan Moore.
Não concordo com a Isabela Boscov, crítica da Veja, que disse que o filme é só visual e carece de emoção. Pra mim, toda a atmosfera sombria e densa da HQ estão lá. O enredo de Alan Moore que muitos diziam infilmável, foi bem adaptado por Zack Snyder.
A história foi preservada como nos quadrinhos com exceção do final que a essa altura todo mundo já sabe que foi alterado. A resolução da trama ficou um pouco apressada mas acho que a versão esstendida do diretor deve corrigir isso.
Em relação à mudança do final do filme, achei que ficou legal. Conforme disse o próprio diretor, para filmar o da revista, muitos minutos teriam sido gastos apresentando a história do sequestro dos artistas e cientistas e não daria pra desenvolver os personagens principais. A mudança não afeta a idéia principal dos quadrinhos e foi feita de forma competente pelos realizadores do filme.
O visual dos quadrinhos tá na tela, a gente se sente dentro da HQ. O Dr. Manhattan ficou perfeito, ótimos efeitos especiais, o Comediante é o próprio com sua visão deturpada de patriotísmo e da própria humanida, o Coruja poderia ser um cara menos em forma mas o ator Patrick Wilson é muito bom. E a Espectral… a Espectral só vendo pra acreditar…
Mas o personagem central é mesmo Rorschach. Trágico até seu último minuto no filme, ganhou um intérprete á altura, Jackie Earle Haley, que rouba todas as cenas que participal. Está perfeito.
Resumindo, a história infilmável … foi filmada. Ainda bem que tentaram. Ainda bem que foi Zack Snyder que fez.
PS: Tinha uns caras atrás de mim no cinema que riram o filme todo. Sério… Todas as cenas. Mas eles gargalhavam mesmo era quando o Dr. Manhattan aparecia com o pinto à mostra. Sei não…
Sei que o filme já passou faz tempo mas eu me deparei a pouco com essa crítica de Cavaleiro das Trevas. Acho que é uma das mais bem escritas que já li: http://www.firstthings.com/onthesquare/?p=1130
Este é o título de um conto de Moebius. Na história, a pergunta é literal. No início somos levados a crer que é uma pergunta no sentido filosófico mas na conclusão vemos que o negócio é outro. Recomendo a leitura para qualquer um que goste de um bom conto. Sempre me lembro dele quando algume me fala sobre o quanto a humanidade é intrisecamente boa e tal. O duplo sentido é engraçado vai… tenha senso de humor, rapaz.
Ontem assiti a O Nevoeiro, uma ótima adaptação do conto de Stephen King. Quando um nevoeiro misterioso paira sobre uma pequena cidade nos Estados Unidos, algumas pessoas ficam presas num supermercado. Lentamente elas vão descobrindo que monstros bizarros vieram junto com o nevoeiro e estão matando tudo que encontram pela frente.
Enquanto a situação fica cada vez pior, as pessoas no supermercado vão mostrando seus lados mais sombrios. Uma delas, uma evangélica radical, prega que a ira de Deus está se vingando dos pecados do homem e convence a maior parte de que devem sacrificar alguns para salvar aos demais.
A situação explode e vemos que homens que até pouco tempo eram racionais viram selvagens quando não existe lei e sociedade organizada para guiá-los.
O final do filme é incrível. Fazia tempo que não assitiu a um filme de horror que fizesse jus a esse título. Tenso do primeiro ao último minuto, o filme não nos dá descanso e quando acabou parecia que eu tava lá naquele supermercado junto com os outros. Não é fácil de assitir.
O diretor Frank Darabont nos dá todos os elementos clássicos do horror: mortes violentas, sustos, monstros. Mas o principal é o horror de vermos que a civilização é uma contrução relativamente fácil de ser destruída.
O interessante é que pela manhã estava assitindo ao jornal e vendo as notícas sobre a tragédia das enchentes de Santa Catarina que deixaram vários mortos e desabrigados. A população começou a saquear os mercador para pegar comida e água. Mas não só isso. Praticamente toda loja abandona pelos proprietários por causa das enchentes estão sendo roubadas pela população. Digo população porque não é obra de alguns poucos bandidos e sim de várias pessoas que numa situação normal jamais fariam isso.
Ou seja, como no filme, basta tirarmos o mínimo de ordem e lei que o homem regride ao seu estado mais selvagem em questão de horas. Você que está ai no conforto de seu lar ou trabalho jamais se apropriaria de algo indevidamente ou mataria outra pessoa. Certo?
Anna (Naomi Watts) trabalha como parteira em um hospital londrino. Em seu turno dá entrada uma garota em trabalho de parto e gravimente ferida. Quando a jovem morre após dar a luz a uma menina, Anna descobre seu diário e decidi ir atrás da família da pequena recém-nascida. Através do diário em russo que ela traduz com a ajuda de seu tio, Anna descobre que a jovem era uma prostituta que tinha ligações com o filho de um importante membro da comunidade russa.
Neste filme, David Cronenberg passeia pelo submundo de Londres, nos apresentando à uma versão russa da máfia: a Vor y Zakone, uma organização de ladrões com um estranho código de ética.
Conhecemos Semyon (Armim Mueller-Stahl) o chefe da organização, seu filho Kiril (Vicent Cassel) e principalmente o guarda-costa e motorista de Kiril, Nikolai (Viggo Mortensen). Todos integrantes dessa organização e portanto pessoas muito perigosas, como Anna vai logo constatar.
As cenas de violência de “Senhores do Crime” são poucas, mas bastante eficientes e cruas. E uma cena em particular pode ser dita espetacular: o momento em que Nikolai é atacado na sauna por dois criminosos a procura de vingança. Na cena, ele luta nu contra os dois e David Cronenberg mostra que sabe como ninguém criar impacto.
E Viggo Mortesen é o filme. Nikolai é apresentado como apenas um motorista mas logo se percebe que as coisas não são assim tão simples. Contido em sua atuação, Viggo empresta a Nikolai uma presença em cena que nos fazem ficar sempre sem saber exatamente quem ele é. E enquanto vamos descobrindo todos os aspectos de Nikolai mais interessante o persanagem se torna.
Outro aspecto interessante do filme é que você realmente fica sem saber o que vai acontecer em seguida. Várias vezes fiquei tenso em determinadas cenas, achando que alguma coisa ruim iria acontecer. Por exemplo, tem uma cena que se passa numa adega entre Nikolai e Kiril. Ali, eu achava que a qualquer momento Nikolai iria matar Kiril a sangue frio. E esse sentimento de tensão se estende por todo o filme.
Imperdível, “Senhores do Crime” é o segundo trabalho de David Cronenberg com Viggo Mortensen. O primeiro foi o fabuloso “Marcas da Violência”. Se continuarem assim, espero que os dois continuem essa bela parceria por muitos anos.
O mais interessante de Hellboy é o visual. Impresionante. O diretor Guilhermo del Toro é um mestre em criar universos de fantasia (vide o Labirinto del Fauno) e a sua concepção das criaturas que povoam esses universos é incrível. Um verdadeiro deleite visual. Cada personagem com características bem distintas e cada um mais surpreendente que o outro. As fadas dos dentes (que eu gostei mais), o elemental, o príncipe e a princesa, o cabeça de catedral, os elfos e por ai vai.
Para os fãs de quadrinhos, o primeiro filme é mais fiel ao universo de Hellboy e este é mais cinema-pipoca. Não que isto seja ruim, funciona que é uma maravilha.
Mesmo assim, Guilhermo del Toro deixou um ótimo gancho para o terceiro e, provavelmente, mais sombrio ato da trama: o destino de Hellboy na Terra. Parece que a coisa vai ficar feia por aqui… A cena em que Liz tem que decidir entre Hellboy e o mundo funciona que é uma beleza e deixa bem claro que a escolha dela terá consequencias trágicas. E que anjo da morte hein…
Gostei muito do elemental gigante e da sua morte poética. Naquele momento, o príncipe Nuada faz uma pergunta pertinente para Hellboy: porque ele luta pelos humanos? E Hellboy não consegue responder. É verdade que ele acaba com o elemental mas faz isso sem nehuma convicção de que é a atitude correta a tomar. Ponto pro filme que não tenta mostrar claramente bandidos e vilões. Muito pelo contrário, o príncipe toma atitudes bastante coerentes (se os humanos estão acabando com o planeta, porque não destruí-los antes?) Até eu torci pelo coitado…
A busca por aceitação de Hellboy (vista desde o primeiro filme) fica mais trágica também. E é interessante notar como ela é profunda nele: mesmo depois de dizer que preferia Liz ao mundo, ele não esconde a satisfação quando ela o chama de humano).
Apesar das questões mais sombrias do filme terem sido abordadas na parte final, durante a maior parte da projeção, Hellboy II é bastante cômico. Principalmente nas cenas de Ron Perlman, que parece estar sempre se divertindo quando faz o personagem. A cena das bebidas é muito legal… nunca pensei que ia ver Abraham Sapien bêbado
.
Agora é esperar pelo terceiro Hellboy e ver o que vai sair da cabeça de Guilhermo del Toro. A julgar pelas pistas deixadas, a coisa vai ficar preta…





Recent Comments